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domingo, 13 de março de 2011

Quino

Quino, autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento:




quinta-feira, 10 de março de 2011

Notícias pós-Carnaval

Como já era previsto, um avião caiu nesse carnaval:






Enquanto isso, a indústria automobilísitica continua batendo recorde...





...nos vendendo aquilo que ela mesma nos convenceu, através das propagandas, ser o sonho de todo brasileiro.

domingo, 6 de março de 2011

Carnaval

sexta-feira, 4 de março de 2011

Comédia X tragédia


Na última sexta-feira (25), aconteceu em Maceió mais uma edição do Jaraguá Folia, uma das diversas prévias carnavalescas de nossa cidade. Assim como em 2010, os participantes da Bicicletada de Maceió resolveram desfilar pelas ruas do histórico bairro de Jaraguá no Bloco das Bicicletas. Cada um à sua maneira – uns de bicicleta, outros não; alguns fantasiados, outros tantos não – seguiram na maior diversão esquentando os tamborins para o carnaval. O público que assistia ao desfile do Bloco das Bicicletas se divertia como se estivesse vendo um filme de comédia ou um show humorístico. Tudo isso graças às mais variadas e irreverentes fantasias dos ciclistas do bloco. A noite terminou de forma super tranquila, cada um tomando seu destino.


Enquanto a Bicicletada de Maceió vivia seu filme de comédia, na outra ponta do país, em Porto Alegre/RS, os membros do movimento Massa Crítica viviam cenas de um verdadeiro filme de terror. O grupo seguia em sua manifestação tranquila, da forma como acontece todos os meses, não só em Porto Alegre, mas em diversas cidades do país e do mundo. Num piscar de olhos, sorrisos transformaram-se em gritos, lágrimas, dor, desespero. O responsável por essa mudança tão drástica foi um ser que denominamos “monstrorista”, que dirigia seu automóvel atrás do grupo Massa Crítica. Tal “monstrorista”, na certa, achou-se melhor que os ciclistas apenas por estar em seu tanque de guerra. Desta forma, resolveu testar o poder de fogo de sua máquina da morte e acelerou à toda velocidade em direção aos ciclistas. As cenas, registradas em vídeo, são de causar revolta total a qualquer pessoa. Pode-se ver bicicletas sendo arrastadas, ciclistas sendo jogados ao ar, outros se jogando para o lado e se salvando por questão de milésimos de segundo.


Um ser capaz de protagonizar tanto terror intencionalmente contra seus semelhantes não pode ser considerado um cidadão. Além de cometer tal atentado, ainda fugiu do local sem prestar nenhum socorro às vítimas. O ocorrido foi realmente uma tentativa de assassinato em massa.


Esperamos que a justiça seja feita de forma implacável contra esse monstro do volante. Que este caso sirva de base para futuras condenações de outros assassinos motorizados e que a partir de agora todos comecem a pensar num trânsito mais humano e seguro para todos!


MAIS AMOR, MENOS MOTOR!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ocupe a faixa




Recebemos por e-mail o relato de um ciclista de Maceió, que transcrevemos abaixo:

(O que está em amarelo são comentários do blog).

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Seguia pela Av. Senador Robert Kennedy (a orla de Ponta Verde), no sentido Centro, em direção à minha aula. De repente, percebo um barulho de motor muito próximo e constante (a audição costuma ser o sentido que mais uso, depois da visão, quando pedalo). Olho para trás e vejo uma viatura da SMTT muito próxima a mim, na faixa da direita (a mesma que eu ocupava).

Sinalizei com o braço para que ele me passasse e me preparei para dizer: “UM METRO E MEIO”, como forma de lembrar aquilo que os motoristas desconhecem: que eles devem se distanciar ao máximo das bicicletas ao ultrapassá-las. Eis que a viatura me passa e escuto: “VÁ PARA A CICLOVIA!”. Na mesma velocidade que me ultrapassaram, continuaram, só me dando tempo de retrucar: “A CICLOVIA É PARA LAZER!”.

Logo à frente, no Sete Coqueiros, o trânsito estava congestionado e lá estava a viatura da SMTT parada. Parei ao lado e iniciei o diálogo:

— Olha, não utilizo a ciclovia porque não estou passeando, estou me deslocando. Se você for à ciclovia, vai ver que está ocupada por pessoas caminhando, crianças brincando,… ...E eu, assim como todos os motoristas, tenho hora para chegar em minha aula e não posso ficar desviando de todos os obstáculos que vejo na ciclovia, além de considerá-la mais perigosa que o próprio trânsito.
— Mas se tem ciclovia, você tem que usar!
— Ok. Aqui na orla há uma ciclovia que é usada para lazer. E o que eu faço no resto da cidade, onde não há ciclovias?
— Não sei. Mas aqui você tem que usar a ciclovia.


Provavelmente essa é a instrução que ele recebeu do órgão e não é a função dele questioná-la, apenas cumpri-la.


A agente que estava no banco traseiro da viatura tenta amenizar a conversa:

— Tá bom, mas pelo menos ande pelo cantinho...
— Se você andasse de bicicleta, saberia que “andar espremido no canto” é a forma mais perigosa de conduzir uma bicicleta, respondi.
— Quem disse que eu não ando? Eu ando sim!


O ciclista demonstra ter conhecimento do que Willian Cruz trata em seu blog, que a forma mais segura de conduzir uma bicicleta é ocupando a faixa, e não se espremendo no canto da sarjeta.


Enquanto isso, o agente de trânsito que estava no banco dianteiro só fazia repetir:

— “Você está errado, você tem que andar na ciclovia!”, enquanto comia amendoim e jogava a casca pela janela do carro.

Vi que não adiantava mais conversar. Falei apenas:

— É por causa de pensamentos como o de vocês, que acham que a rua pertence ao carro e o ciclista tem que ser enxotado para a ciclovia é que acontecem situações como a de Porto Alegre. Vocês ainda não conseguem enxergar a bicicleta como um veículo. Uma boa tarde e um bom engarrafamento para vocês!

Segui pedalando e a viatura continuou lá, parada no congestionamento.

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Seria interessante nosso amigo também ter questionado sobre a existência de ciclovia na orla. Onde está a ciclovia? Onde está sinalizado que aquele pedaço de calçada rebaixada é uma ciclovia? Não existe nenhuma sinalização vertical ou horizontal (pintura no pavimento) informando que a parte rebaixada da calçada é ciclovia. Podem falar “mas o piso é pintado de vermelho”. Sim! E o restante da calçada também é vermelho. Em razão da ausência de sinalização é que esse pedaço de calçada rebaixada passou a ser utilizado livremente por pedestres, corredores, vendedores ambulantes, banquinhos do churrasquinho, passeio de cães na coleira, etc.

E o problema não é de hoje. Há quase dois anos, a TV Gazeta tratou do assunto:





O próprio "pessoal" da SMCCU, citado na reportagem, costuma caminhar na ciclovia, como nós mesmos já flagramos:




Além do mais, na ciclovia, o ciclista não está tão seguro quanto se pensa...


Planeta EXPN: Benicchio + Falzoni

Entrevista muito bacana com Thiago Benicchio e Renata Falzoni, no programa Planeta EXPN, do canal ESPN:





quarta-feira, 2 de março de 2011

Mais amor, menos motor!



Inúmeras cidades (do Brasil e do mundo) estão realizando manifestações em apoio às vítimas do atendado ocorrido na última sexta-feira (25), em Porto Alegre. Na noite de ontem (01), foi a vez dos maceioenses saírem às ruas para lembrar aos motoristas que a bicicleta é um veículo como outro qualquer e que tem o direito de circular nas ruas.



Participaram da manifestação diversos grupos de ciclistas da cidade, que seguiram da orla marítima à Praça dos Martírios, passando pelo bairro do Farol e por algumas faculdades.


Durante o percurso, que foi acompanhado por uma viatura da SMTT, os participantes aproveitaram para entregar panfletos aos motoristas propondo um novo modelo de cidade, mais humano, focado nas pessoas e não nos automóveis. Além dos panfletos, os participantes também expuseram faixas e cartazes.



Vale lembrar que a Bicicletada de Maceió tem os mesmos objetivos da manifestação de ontem, que contou com cerca de 160 participantes. Gostaríamos de contar com número semelhante de pessoas nas bicicletadas, que ocorrem toda última sexta-feira do mês, às 18h, em cima do viaduto Aprígio Vilela (em frente à Atlântica Motos), no bairro do Farol.



Temos que sair da inércia de dizer que não andamos de bicicleta pela cidade porque consideramos o trânsito perigoso. Não podemos ficar sentados esperando que o poder público tome alguma atitude, porque não vai! A mudança tem que partir de nós!

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Leia mais:

Busca por direitos: ciclistas realizam protesto em bairros da capital

Ciclistas de Maceió apóiam movimento de Porto Alegre

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