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quinta-feira, 24 de março de 2011

Amanhã tem Bicicletada!!




terça-feira, 22 de março de 2011

Projeto aprovado!


O projeto de Natália Garcia, apresentado aqui no blog, atingiu sua meta e foi aprovado. Foram 280 contribuições de R$ 20,00 a R$ 1.000,00, totalizando R$ 25.625,00. Ficaremos antenados para trazer para o blog todas as novidades enviadas pela Natália durante a realização do projeto.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Cidades para Pessoas


Quantas vezes você passou mais de uma hora preso no trânsito? Ou ficou até mais tarde no escritório para evitar o congestionamento de volta para casa? Ou ainda deixou de passear num sábado à tarde de sol para evitar o estresse de encontrar lugar para estacionar? Isso sem contar o dilema entre alugar um apartamento perto do trabalho, só que caro, ou um mais afastado e em conta, mas que demande por volta de uma hora de deslocamento. Acredite, os problemas das grandes metrópoles se repetem em diversas cidades do mundo.

Mas como tornar uma cidade melhor para seus habitantes?

Com o projeto Cidades para Pessoas, Natália Garcia pretende viajar por 12 cidades do mundo durante um ano para fazer reportagens que tentem responder a essa pergunta. Todas as cidades foram projetadas ou tiveram algum tipo de consultoria do planejador urbano Jan Gehl, dinamarquês que é um dos grandes responsáveis pelo atual desenho urbano de Copenhagen. Navegando em seu blog, conhecerá a história desse urbanista, saberá quais cidades serão visitadas pelo projeto e que material será produzido ao longo desse ano.



Você pode financiar esse projeto

O Cidades para Pessoas está sendo viabilizado por crowdfunding. Funciona assim: em vez de um investidor graúdo, uma multidão de pequenos investidores por comprar cotas que vão a partir de R$ 20 e dão direito a recompensas. Conheça o sistema e saiba como comprar cotas. Até o momento em que escrevemos este texto, Natália conseguiu arrecadar apenas R$ 12 mil. E ela tem só até domingo, dia 20, para chegar aos R$ 25 mil necessários!




Dê sua contribuição!


quarta-feira, 16 de março de 2011

Geni

Artigo publicado por Cezar Zillig, no Jornal de Santa Catarina:

Geni

CEZAR ZILLIG
cezar.zillig@santa.com.br

Com a angústia decorrente do trânsito lento, espesso, engarrafado, com as controversas medidas tomadas para aliviar o caos das ruas – algumas bizarras, como as “ciclofaixas” pra cima de pedestres – corredores de ônibus etc., virou moda demonizar o automóvel. Agora é “in” criticar automóvel, insinuar que motoristas sejam todos animados por egoístas interesses burgueses etc. Falar mal de automóvel confere uma imagem de atualização, altruísmo, esclarecimento. O automóvel – e seus usuários – corporificam a Geni da vez em que todos querem atirar caca.

É óbvio que o excesso de veículos nas ruas é um problema. Qualquer um enxerga isto. Reconhecer consequências é fácil; mais difícil é identificar causas.

A situação é mais grave do que parece e as consequências mais extensas. A sociedade moderna viceja baseada no consumo: consumo de qualquer coisa, essencial ou supérflua, é necessário para que seus produtores tenham uma justificativa para continuarem sobrevivendo. A sociedade moderna e seu estilo de vida se encontra refém de um diabólico ciclo vicioso: estamos condenados a crescer e consumir. É uma das armadilhas ecológicas em que nos metemos.

Em meados da década de 50, o presidente Juscelino Kubitschek optou por desenvolver a indústria automobilística – e a construir rodovias – em detrimento do transporte ferroviário. Uma decisão discutível até hoje.

O progresso que o Brasil provincial experimentou desde então é inegável. O advento da indústria automotiva ensejou o desenvolvimento de todo o parque industrial nacional. O mercado também se expandiu. Hoje o mercado automobilístico representa 10% do PIB nacional. Especialistas avaliam que um quarto do valor agregado do setor industrial decorra da indústria automotiva. O Brasil é o sexto maior fabricante de veículos e o quinto maior consumidor de automóveis, ficando atrás apenas dos EUA, China, Japão e Alemanha.

O automóvel não é apenas um meio de transporte; é um dos meios de vida nacional. É recomentável, antes de vociferar contra os carrinhos engarrafados, considerar as milhares de pessoas – aqui em Blumenau mesmo – que têm seus empregos direta ou indiretamente relacionados à indústria automobilística. Pessoas que são meus, teus, nossos clientes, fregueses, fornecedores, prestadores de serviços etc. Portanto, devagar com o andor.


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Comentário do Sr. Eduardo Schlup, dentista de Blumenau, na seção "Cartas" do mesmo jornal:

Muito sábias as palavras do colunista Cezar Zillig, no artigo Geni (Santa, 14 de março), sobre os constantes ataques ao uso do automóvel. Hoje em dia, os politicamente corretos fazem a apologia da bicicleta, se esquecendo que a maioria da população, principalmente os mais humildes, detestam este tipo de transporte. Quem defende a bicicleta é porque nunca precisou usá-la. Pobre quer é carro, que traz conforto e segurança. A maioria dos defensores da bicicleta o fazem para parecer modernos e ecologistas.

Eduardo Schlup

Dentista - Blumenau


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Comentário do Sr. Reginaldo Paiva, no fórum de discussão da União de Ciclistas do Brasil - UCB, por e-mail:

Senhores César e Eduardo,

Acho que Vs. não estão entendendo nada do que está acontecendo no mundo. Não se trata de falar mal do automóvel como "modismo" ou por ser "in". O que se está questionando "urbe et orbi" é o modelo de desenvolvimento adotado desde a explosão da industria automobilística e, no que diz respeito aos cicloativistas questiona-se o modelo de cidade que o automóvel exige e que nossos diligentes dirigentes ("intelectuais orgânicos", ao pé da letra) se esforçam por aprimorar e desenvolver, de forma a excluir os eternos excluídos desta nova cidade que tão diligentemente mudam e remudam.

Reconhecer que a industria automobilística afunda em uma contradição insolúvel (crescimento da frota para uso em cidades cujo sistema viário que já não tem capacidade de atender sequer a frota existente), achar que é de competência exclusiva dos governos achar um jeito de que eu possa usar o meu carro nas ruas e avenidas, proclamar a impotência da sociedade (ou, como diz o César, amenizando a crítica, "difícil é identificar causas") é o mais hábil disfarce para criminalizar os que defendem o direito de que a bicicleta seja aceita como veículo de transporte urbano.

As causas do desastre urbano que o automóvel provocou, muito ao contrário do que diz o César, já foram claramente identificados; a literatura existente já pode ser medida em gigas e teras.

A opção pelo rodoviarismo, citado pelo César, não foi uma medida discutível do JK; foi uma medida desastrosa; nenhum país civilizado - USA, inclusive - desenvolveram sua industria automobilística desativando o transporte ferroviário; as ferrovias americanas, país preponderante da industria automobilística no início do século XX, são lucrativas.

Vale a pena ler os Planos de Metas do JK para ver que lá está escrito, com todos os erres e esses, que o papel da ferrovia já se teria esgotado no início dos anos 50 e que o atendimento às novas fronteiras econômicas deveria caber à rodovia (a esquerda chamava esta postura de submissão aos "interesses imperialistas". Teriam razão?). E foi isto que se fez. Na década de 90, na malha da Fepasa, a mais extensa do país, a distancia média de percurso dos trens era de 350 quilômetros. Nesta distancia, a ferrovia não compete com o transporte rodoviário....

O que é de mais estranho é que tenhamos em um site de ciclistas, analises tão distorcidas e absurdas das nossas lutas que visam "apenas" (destaco: apenas) a inclusão da bicicleta como um veículo urbano de bairro, ideal para viagens de até 6 ou 8 quilômetros, através de políticas públicas que tirem do limbo e do inferno os pedestres, cadeirantes, idosos e ciclistas, "proibidos" de usarem, em segurança, as ruas e a cidade.

Inqualificáveis as opiniões do Eduardo Schlup, principalmente se publicadas em site de ciclistas:

( "esquecendo que a maioria da população, principalmente os mais humildes, detestam este tipo de transporte", "Quem defende a bicicleta é porque nunca precisou usá-la", "Pobre quer é carro, que traz conforto e segurança"). Gostaria que ele nos informasse de onde ele retirou a bombástica opinião de que quanto mais pobre o cidadão mais ele detesta a bicicleta e que pobre quer é carro. Porque transferir para o "povo" uma opinião pessoal? Porque não dizer: eu detesto bicicleta, eu quero é carro e quero que vocês que defendem a bicicleta se lixem. Assine, date, registre em cartório e aguente as consequências.

Pra quem viveu a ditadura de 64 e viu o modelo ditatorial desmoronar com o muro de Berlim e assiste às escaramuças nos países árabes, recomendo que ao ouvir alguém que fala em nome do "povo" que verifique se tem o passaporte em dia; pode vir a precisar dele.

Reginaldo



domingo, 13 de março de 2011

Quino

Quino, autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento:




quinta-feira, 10 de março de 2011

Notícias pós-Carnaval

Como já era previsto, um avião caiu nesse carnaval:






Enquanto isso, a indústria automobilísitica continua batendo recorde...





...nos vendendo aquilo que ela mesma nos convenceu, através das propagandas, ser o sonho de todo brasileiro.

domingo, 6 de março de 2011

Carnaval