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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Trem non-stop na China

Recebido por e-mail



O trem que nunca para em uma estação: como conseguir embarcar e desembarcar do trem em alta velocidade que nunca para? Uma inovação dos chineses...

Nenhum tempo perdido. O trem se move todo o tempo. Há 30 estações entre Beijing e Guangzhou. Se ficar parando e acelerando novamente, em cada estação, desperdiçará muita energia e tempo. Meros 5 min de parada por estação (com pessoas idosas e eficientes que não podem ser rápidas no embarque e desembarque) resultará em uma perda total de 5 min x 30 estações ou 2.5 horas de tempo de viagem do trem!

O Chinês, bastante inovador, está propondo um novo conceito. O passageiro em uma estação embarca em uma espécie de vagão conector que se acoplará ao teto do trem, até chegar a próxima estação. Quando o trem chega a uma estação, reduz a velocidade, conecta o vagão conector no teto e desconecta o que havia pego na estação anterior.

Com o trem em movimento, os passageiros que embarcaram descem para o corpo principal do trem, e os que irão desembarcar na próxima estação, sobem para bordo do vagão conector no teto do trem.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Acostamento ciclável


Em Brasília, o acostamento de uma das vias do Lago Sul foi transformado em "acostamento ciclável", como uma forma de dar um pouco mais de segurança aos ciclistas. Como não é do comum conhecimento dos maceioenses, vale explicar que este acostamento ciclável tem sentido duplo (para ciclistas) e não é permitido o trânsito de veículos motorizados.

Porém, seguindo a lógica egoísta do motorista que se acha melhor do que todos que estão ali parados no congestionamento, alguns decidem invadir a ciclovia, seja para furar a fila do congestionamento, seja para pegar uma entrada à direita logo adiante.

Os maceioenses conhecem bem essa prática de furar fila. Nos finais de semana, quando o trânsito fica congestionado na Ilha de Santa Rita, próximo ao Condomínio Laguna, muitos motoristas utilizam o acostamento para furar fila e chegar antes de todos aqueles que estão parados esperando, já que ele se considera melhor do que os outros.

Outro exemplo maceioense acontece num local chamado Vila Bancária (no bairro do Poço), onde o tráfego normal pede que os automóveis sigam pelo lado direito da praça e muitos "espertos" seguem pelo lado esquerdo para tentar furar a fila dos bestas que chegaram primeiro.

O colega Uirá, participante da Bicicletada de Brasília, filmou o desrespeito de motoristas no caso do Lago Sul e enviou para o fórum da UCB (União de Ciclistas do Brasil). Com sua autorização, postamos o video e o texto do e-mail na íntegra:





Desrespeito de motoristas contra ciclistas no acostamento ciclável do Lago Sul - Brasília (DF)

Foram feitos outros flagrantes no local, que mostram carros, motos, ônibus e caminhões trafegando livremente no “acostamento ciclável”, de dia e à noite. Mas este vídeo é o mais emblemático da forma como o usuário de bicicleta é tratado em Brasília. Um motorista com farda da polícia militar desrespeita o acostamento, insiste na infração e chega a passar com o pneu dianteiro em cima do pé de um ciclista.

Em contato com o superintendente de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), órgão responsável pela administração da via onde foram filmados os mautoristas, eu e mais dois colegas expusemos os problemas e pedimos fiscalização urgente no local. A resposta foi negativa. Ele disse que já sabia do problema, mas que o efetivo da Polícia Militar era baixo para atender todas as rodovias no Distrito Federal e não fazia sentido deslocar agentes para o local e deixar de atender os acidentes. Para completar, informou que o DER não possui um servidor sequer para fiscalizar as infrações. Há 60 aprovados num concurso e nenhum foi nomeado. Em plena capital dita moderna, “planejada”, casos de total desrespeito com usuários de veículo não poluente contam com a omissão do governo.

Vale ressaltar que, no dia dos flagrantes, ligamos para a polícia, relatamos os fatos e pedimos fiscalização no local. Passou-se mais de uma hora e nada de policiamento. Ou seja, todos os mautoristas ficaram impunes. Aos que insistem em pedalar em Brasília restam insegurança e a promessa dos 600 km de ciclovias até este ano. Aos motorizados sobram alargamentos de vias, construção de viadutos e conversão de acostamento em terceira pista.

O vídeo serve de reflexão, especialmente aos que são de fora de Brasília e têm uma imagem equivocada da cidade (trânsito civilizado, com respeito às faixas de pedestre). Na verdade, o que caracteriza a capital federal são as vias expressas, com prioridade absoluta aos motorizados.

Saudações,

Uirá

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Trânsito e bicicleta

Na última quarta-feira (2), a TV Pajuçara exibiu uma reportagem com o título “trânsito e bicicleta”, onde foi mostrado o uso da mesma na cidade de Maceió, além da pouca infraestrutura destinada à circulação deste ecológico meio de transporte.



Após a reportagem, no estúdio, foi entrevistada a Sra. Amália Vasconcelos, Gerente de Educação de Trânsito, do DETRAN/AL.



O assunto tratado na entrevista merece algumas considerações:

Ao que nos parece, os entrevistadores e a entrevistada buscam, por meio de um debate ao vivo, encontrar algumas soluções para os problemas de convívio entre bicicletas e automóveis, na maioria das vezes resultando em ferimentos e até mortes de ciclistas. Como é comum, tenta-se mostrar o ciclista como co-responsável pelas colisões das quais são vítimas.

A Sra. Amália garante que é preferível que o ciclista ande em fila indiana a andar em grupo. Isto é uma regra que está escrita no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 58, mas que não condiz com a realidade das ruas. Quem costuma usar a bicicleta no meio urbano já deve estar acostumado a viver sob constante perigo dos automóveis que insistem em passar muito próximos aos ciclistas, descumprindo outro artigo do CTB, que diz que os automóveis, ao ultrapassarem uma bicicleta, devem guardar a distância de 1,50m:

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta: Infração - média; Penalidade - multa.

O programa CQC já mostrou que esta é uma infração que os motoristas cometem diariamente, que coloca em risco a vida dos ciclistas, mas que não há registro de algum motorista que tenha sido multado por cometê-la.

A própria sinalização horizontal induz os motoristas a cometerem tal infração. Citemos, como exemplo, a Av. Comendador Leão, no bairro do Poço:

A largura da via é suficiente para acomodar 4 carros, dois em cada sentido. Não há espaço para uma bicicleta Quem costuma pedalar por essa via, sabe que a solução mais segura é a de ocupar o espaço de um carro. Quem buscar obedecer o artigo 58 do CTB, provavelmente será “enxotado” por algum motorista que ache que há espaço suficiente para dois carros + uma bicicleta. Portanto, neste caso, é mais interessante para a segurança do ciclista que ele ocupe o meio da faixa ou, caso esteja na presença de outros, ande em grupo.


Outro fato gerador de acidentes, segundo a Sra. Amália, é o ato dos ciclistas andarem “costurando” no trânsito. Imaginamos que ela se refira ao fato dos ciclistas tentarem achar “brechas” entre os carros. Essa é a grande vantagem de usar a bicicleta como meio de transporte: não ficar preso em congestionamentos. Como não há um espaço destinado aos ciclistas, como uma ciclofaixa, por exemplo, os mesmos precisam encontrar essas “brechas” para que seus deslocamentos não sejam prejudicados pelos congestionamentos gerados pelos automóveis. Como dica para os ciclistas, vale prestar atenção às portas que costumam abrir de repente ou às motocicletas, que costumam andar por esses corredores em alta velocidade.


Uma outra questão citada pelos motoristas, mas que não foi citada na entrevista, é que “os ciclistas costumam andar fazendo zigue-zague”. Só é capaz de fazer essa afirmação quem nunca pedalou. Os ciclistas não estão fazendo treinamento para trabalhar em circo. Os tais zigue-zagues feitos pelos ciclistas nada mais são do que uma tentativa de desviar dos inúmeros buracos e bueiros que costumam ficar na borda da via, justamente onde o CTB quer que o ciclista trafegue. A borda da via também é o local onde os ônibus costumam parar para embarque e desembarque de passageiros, havendo um constante conflito entre bicicletas e ônibus. Uma verdadeira covardia dado a diferença de tamanho dos dois veículos.

Ainda na entrevista, a Sra. Amália afirma que “o ciclista é considerado um automóvel de propulsão humana”. Não sabemos de onde ela tirou essa conclusão, pois o ciclista se assemelha muito mais a um pedestre do que a um veículo de mais de 1 tonelada que se desloca em velocidades mortíferas. Basta que o ciclista desmonte da bicicleta para se tornar um pedestre. Sua velocidade (de cerca de 20 km/h) é muito mais compatível com o convívio humano do que os 60 a 80 km/h que os automóveis costumam se deslocar na cidade. Comparar uma bicicleta a um automóvel demonstra um grande desconhecimento de proporções.

Seguindo a ideia da criminalização dos ciclistas ou, da co-responsabilidade pelos acidentes, o jornalista e vereador Oscar de Melo sugere que sejam feitas blitz ou que as bicicletas sejam emplacadas para que os ciclistas sejam obrigados a utilizar os equipamentos de segurança exigidos pelo CTB. Nada se comenta sobre uma possível limitação da velocidade dos automóveis em 30 km/h, como tem sido feito em várias ruas do Rio de Janeiro. Ao que parece, o problema não está naquele que atropela, e sim naquele que foi atropelado. Num atropelamento, a culpa não é do motorista que se deslocava em alta velocidade, mas do ciclista que não estava iluminado o suficiente para ser visto pelo motorista, a uma grande distância, que lhe permitisse frear seu veículo que se deslocava a mais de 60 km/h.

Chegamos à conclusão que para entender um problema em sua plenitude, é preciso vivenciá-lo. É louvável a vontade dos jornalistas e da Sra. Amália em achar soluções para humanizar o trânsito de Maceió. Porém, se quiserem entender de verdade o que passa um ciclista diariamente, experimentem ser um, pelo menos uma vez na vida. Uma coisa podemos garantir: vocês enxergarão a cidade com outros olhos.


PS: A respeito de outras “infrações” cometidas por ciclistas, como circular na contramão ou avançar o semáforo vermelho, deixaremos para uma outra postagem, para não nos alongarmos demais nesta.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fiscalização do VLT de Maceió adiada

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) divulgou em seu site que a data para a entrega das propostas, referente aos serviços de fiscalização do fornecimento de oito VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos) para a cidade de Maceió (AL), foi adiada para 8 de junho.

A data oficial, anteriormente estipulada, era 14 de maio, permanecendo inalteradas todas as disposições anteriores. As empresas interessadas no projeto devem entregar suas propostas até 12 h da nova data.

A Bom Sinal, fabricante brasileira de VLT, venceu a licitação no ano passado, e os primeiros trens tem previsão para chegar em setembro deste ano, de acordo com a assessoria da CBTU.

O edital pode ser baixado pelo site da CBTU, em “Licitações”.
Fonte: Revista Ferroviária

domingo, 30 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Estupidamente veloz

Para que serve um carro que vai de 0 a 100 em 3 segundos e alcança mais de 300 km/h, numa cidade repleta de pessoas?




E, sinceramente, se você tivesse R$ 1,5 milhão de reais, você gastaria essa quantia num carro, por mais confortável e potente que ele fosse?

Se sua resposta foi sim, a indústria automobilística conseguiu conquistar seu pobre coraçãozinho.


"Estamos submetidos à ditadura do automóvel. Não existe pior colonialismo do que aquele que nos conquista o coração e nos apaga a razão”. (Eduardo Galeano)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bicicletada de Maio