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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Atrapalhar os motoristas, não. Atrapalhar o sono, sim.

Desde a última terça-feira (08), a Prefeitura de Maceió vem realizando o serviço de “fresagem” do asfalto da Av. Tomás Espíndola, no bairro do Farol. Segundo a Prefeitura, o serviço consiste “no corte ou desbaste de uma ou mais camadas do atual pavimento asfáltico por meio de processo mecânico.” Ainda segundo a Prefeitura, “o material será utilizado na pavimentação de outras obras de pavimentação que estão em execução no município.”

Obra semelhante fora executada na Orla Marítima da cidade meses atrás. Deixando de lado o verdadeiro motivo da execução de tal obra que, queremos acreditar que seja apenas uma preocupação que a Prefeitura tem com o Meio Ambiente (evitando a exploração de recursos naturais para a pavimentação de outras ruas), já que, tanto o asfalto da Orla, como o da Av. Tomás Espíndola não estavam em más condições, queremos salientar para outro fato:

Foi noticiado pelo AL TV 1ª Edição, da TV Gazeta, o transtorno que as obras, sendo realizadas nos “horários de pico”, estavam causando ao trânsito (de automóveis). Vários motoristas foram entrevistados e todos reclamaram do tempo que perdiam no congestionamento. O problema causado a um pedestre que precisava ir até o meio da rua para pegar o ônibus também foi mostrado na reportagem.

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Vale lembrar que os congestionamentos não são causados pela redução das faixas de circulação, e sim pela forma que as pessoas escolhem para se locomover. A imagem abaixo mostra que a mesma rua pode estar com um trânsito livre caso as pessoas optem pelo ônibus, como pode estar congestionada caso as pessoas optem por andar cada um no seu automóvel.

A solução encontrada pela Prefeitura de Maceió para não continuar atrapalhando o trânsito (de automóveis) foi simples: realizar as obras de madrugada. Ou seja, durante o dia, os moradores da Av. Tomás Espíndola não têm sossego devido à poluição sonora provocada pelo intenso movimento de veículos (motores, buzinas, ônibus barulhentos, sirenes de ambulâncias, escapamentos de motocicletas com diâmetro aumentado propositalmente, etc). À noite, não se dorme com o barulho das máquinas trabalhando.

Alguns dirão que a Av. Tomás Espíndola não é uma rua residencial [sic], e sim comercial. Portanto, não há quem incomodar com as máquinas. (Deixemos para outro post os comentários sobre a necessidade de haver uso misto do solo para trazer vitalidade a determinada região da cidade). Os poucos que ainda resistem em morar na avenida devem abandoná-la e procurar outro lugar, porque esta é mais uma avenida que não pertence às pessoas, mas aos automóveis.

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