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sábado, 18 de dezembro de 2010

Salvador marca Gol de Bicicleta

* por Renata Falzoni


A Cidade de Salvador mais uma vez sai a frente e lança o Projeto Cidade Bicicleta no II Forum Copa 2014, evento esse que procura antes de tudo transformar os investimentos para a Copa de 2014 em um legado de sustentabilidade e inclusão social na capital baiana.

Segundo Ney Campello, Secretário do Secopa a Secretaria da Copa do Mundo, 40% dos deslocamentos na cidade de Salvador são feitos a pé e em bicicleta. Números que provam a enorme desigualdade nos investimentos de infraestrutura urbana. Aqui não há calçadas ou mesmo ciclovias para transporte. Uns 30 km na orla é tudo o que Salvador tem por enquanto.

Uma ampla estrutura cicloviária de 150 km será implantada até 2014, sendo que na coletiva do evento, o secretário Ney aponta como absurdo cidades como Aracaju e Teresina terem uma estrutura cicloviária ampla, enquanto Salvador a terceira cidade do país ainda nada ter.

Salvador já sai com um Gol de Bicicleta pedalando para a Copa 2014 e pretende seriamente sediar a abertura da Copa.

Enquanto isso em São Paulo, vamos de Gol Contra!

1000 a 0 para os nossos amigos baianos.

Ah um detalhe, estou aqui a convite da própria Secopa para agitar o tema "Gol de Bicicleta, pedalando para a Copa 2014". Nos 2 minutos que tive para falar apontei rapidamente uma verdade:

Todos (sem exceção) os prefeitos que realizaram obras de estrutura aos que vão a pé ou de bicicleta em uma cidade, ou reelegeram-se, ou fizeram os seus sucessores e todos eles sairam com mais de 80% de aprovação dos eleitores.

Enrico Peñalosa de Bogotá, Victor Lippi de Sorocaba e Zé Pappa de Santos que o digam.


Veja o vídeo do lançamento da Cidade Bicicleta:





domingo, 12 de dezembro de 2010

Marc Augé em Maceió



O antropólogo e escritor Marc Augé estará em Maceió, na próxima quinta-feira (16), lançando seu livro "Por uma antropologia da Mobilidade", onde proferirá a palestra intitulada "Pensar a mobilidade". Clique aqui para ver a programação completa.

O evento será no auditório do LCCV (Laboratório de Computação Científica e Visualização), que fica próximo ao bloco de Arquitetura e Urbanismo (CTEC), o último bloco do lado esquerdo, no campus da Ufal.



Como sabemos, a bicicleta é um meio de transporte perfeito para curtas distâncias (até 6 km), que podem ser percorridas, facilmente, em cerca de 20 minutos. Para isso, marcamos no mapa de Maceió as regiões da cidade que ficam até 6 km distantes do local da palestra. Se o local que você mora está dentro dessa mancha vermelha, experimente ir à palestra de bicicleta. Se você morar fora da mancha vermelha, experimente ir no transporte coletivo. Se você acha que o transporte coletivo não lhe atende, faça uma reflexão sobre os porquês de abandonarmos os serviços públicos e buscarmos resolver nossas vidas de forma privada. Qual a sociedade que estamos construindo quando agimos dessa forma? Da inclusão ou da exclusão?


Leia mais:

- Uma antropologia da mobilidade - Artigo

- Presença do antropólogo francês Marc Augé em Alagoas

Manhã de domingo


Sr. Carlos, morador da Vila Saem, passeando com seu companheiro Tof.



Uma ode às massas

* por Vivianny Galvão


Charles Chaplin certa vez disse que a multidão é um monstro sem cabeça. De fato, a anomia e o caos sempre desafiaram as aglutinações humanas. Sozinhos, talvez tenhamos a capacidade de exercer melhor nosso bom senso. Alheios às influencias externas, as quais nem sempre praticam o melhor juízo, talvez sejamos mais sensatos. Provavelmente porque, em meio às massas, não se sabe bem ao certo de onde podem surgir as palavras de (des)ordem.

Confesso que esta era uma impressão “absoluta” que tinha. Isso até reencontrar uma amiga de infância. Ah... estou segura de que Chaplin repensaria essa afirmação se tivesse tido a chance de andar de bicicleta comigo nesses últimos tempos. Ele perceberia a existência de outro tipo de massa. As bicicletadas representam movimentos de massa crítica (critical mass). A primeira vez que ouvi essa expressão (((massa crítica))) fiquei simplesmente extasiada. Lamentei não tê-la ouvido antes (((Chaplin também lamentaria))). Foi como uma espécie de solstício – esperado e mágico. E é iluminada por esses raios que direi como vejo o movimento.

Nem preciso revelar que estou encantada e não é sem razão que elegi a palavra “ode” para encabeçar o texto (((por isso, nem penso em pedir perdão ao caro leitor pelos possíveis excessos de entusiasmo))).

Até então, as palavras massa e crítica nunca haviam se encontrado no meu mundo, mas logo na primeira vez que saí para pedalar senti um algo diferente naquele tipo de agrupamento.

Os que pedalam há mais tempo organizam-se dentro do grupo. Têm os que puxam, lideram o caminho e escolhem as rotas. Há também os que resguardam a segurança dos últimos. Em comum, são todos habilidosos e solícitos.

O mais interessante é que cada um segue no seu ritmo, mas ao mesmo tempo todos estão juntos em uma cadência harmoniosa. Eis aí a mágica. Bom... isso é físico. Enxergar a massa em vários ciclistas pedalando juntos não é difícil, mas onde está o senso que diferencia essa massa do monstro percebido por Chaplin?

A diferença dessa espécie de agrupamento está na reivindicação de espaços urbanos mais dignos, no fortalecimento de uma consciência ambiental, na possibilidade de oferecer alternativas aos meios de transporte que ocupam o cenário cotidiano, na chance de alcançar uma qualidade de vida etc. É uma massa solidária movida por propulsão humana e pelos mais diversos desejos (((mesmo diante das múltiplas necessidades que nos colocam ladeados, o cuidado com o outro atua como elemento aglutinador))). Para os que começaram agora, a evolução consiste em acumular habilidade para ser cada vez mais gentil. Conseguir um bom equilíbrio para poder guiar a bicicleta com uma mão e agradecer aos motoristas que dão passagem com a outra. Sinalizar os obstáculos para os companheiros e manter a integridade física do grupo, além da sua própria.

A verdade é que voltamos a ser os bons selvagens de Rousseau. Somos humanos modernos, desejo com isso dizer, bons por natureza, porém críticos com o espaço ao redor. Por isso, devo alertar que este não é um texto para os ciclistas. É uma ode à sociedade civil organizada (((crítica))) que contribui para o sensível aumento da solidariedade entre as pessoas e entre elas e o meio ambiente.

Eu já sabia que andar de bicicleta faria bem para o meu coração, o que eu não sabia era das vantagens coletivas de ter um coração de bicicleteiro (((dou os créditos para esse belo neologismo do Alexandre))).
Então abaixo os pilares dos que se denominam pós-modernos, descrentes nos movimentos de organização social, eu quero mesmo é ser uma boa selvagem. Eu quero a cada subida sentir pulsar mais forte meu coração de bicicleteira e ter a exata noção de que minha evolução consiste em conseguir tomar conta de mim e dos outros que pedalam nessa trilha comigo.




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quem precisa ter carro?


* por Thiago Guimarães

Qualquer morador de cidade média ou grande tem de prontidão um monte de razões para ter um carro próprio. O trabalho que fica longe de casa, a vontade de sair por aí quando quiser, o bate-e-volta até a praia no final de semana, as crianças, os bichos de estimação, a sogra, os amigos, o sistema de som, querer impressionar os clientes, a velocidade… São muitos os motivos – e muitos deles absolutamente legítimos –que levam as pessoas a querer ter um carro.

Mas é mais longa ainda a lista de argumentos que fazem da fórmula um automóvel por pessoa algo totalmente inviável. O motivo mais óbvio é o congestionamento. Ou a frustrante sensação de não conseguir se locomover rapidamente, mesmo estando dentro de uma máquina com potência suficiente para andar a muitos quilômetros por hora. Há também a questão do espaco físico: não há área suficiente para abrigar ao mesmo tempo tantos veículos, que passam grande parte do tempo estacionados. Enfim, são velhos conhecidos os problemas que podem tornar a vida nas cidades extremamente sufocante. Por isso, precisamos saudar conceitos e projetos que pretendem contornar esse problema. Especialmente quando eles surgem da própria indústria automobilística.

A Daimler-Benz entendeu o recado e se tornou pioneira na implantação do car2go - um sistema de aluguel de automóveis por curtos períodos. O car2go já existe desde 2008 em Ulm, uma diminuta cidade no sul da Alemanha, onde 200 automóveis do modelo Smart ficam à disposição dos habitantes. Também está disponível em Austin, nos Estados Unidos. No ano que vem o projeto deve chegar a Hamburgo, onde enfrentará uma verdadeira prova de fogo. Será que o conceito de automóveis de aluguel vai pegar em uma metrópole, com mais de um milhão de pessoas e com complexos fluxos de trânsito?

Pelo car2go, a fatura da mobilidade é gerada a partir dos minutos rodados. Em Ulm, um minuto de uso custa 19 centavos de euro (isto é, menos de R$ 0,45). Nesse preço já estão embutidos combustível e mesmo as tarifas de estacionamento cobradas em vias públicas (estas são automaticamente enviadas pela prefeitura à empresa). No mais, é preciso se registrar por 19 euros. Ademais, a implantação do projeto não acarreta custo algum para a prefeitura, que deverá apenas monitorar resultados.

O car2go é uma proposta tentadora. É boa para aqueles que uma hora ou outra sentem que precisam de um carro, mas que sabem que ele ficará boa parte do tempo inutilizado, gerando custos. Afinal, vale a pena ter um carro só para fazer trajetos curtos? É boa ideia também para a indústria automobilística, que pelo menos em países desenvolvidos não consegue mais desovar tantos carros. (Com o car2go, os fabricantes perdem o caráter de produtores e evão para a direção de prestadores de serviços.) E é boa principalmente para as cidades e atores que querem encontrar alternativas inteligentes para o deslocamento de pessoas.


Leia também:

- Carros comunitários em Barcelona

- Carro: casar ou só ficar?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Revista Bicicleta

No mês de novembro, chegaram às bancas de todo o país a primeira edição da REVISTA BICICLETA




A diferença dela para outras publicações é a abordagem muito mais geral sobre o universo das magrelas. Em suas páginas o leitor encontra matérias sobre: cicloturismo, mobilidade urbana, campeonatos, avaliação de produtos, dieta, saúde. Para e “REVISTA BICICLETA” a bicicleta é um meio de transporte, um esporte e uma ideologia ou ainda tudo isso junto.

Abaixo, o primeiro parágrafo do editorial de lançamento:


“Ao longo dos últimos anos, enquanto planejávamos a publicação desta revista, ouvimos centenas de comentários de pessoas voltadas à causa da bicicleta, desde amadores a profissionais, mecânicos a empresários, cada um com suas expressões peculiares, porém com um ponto em comum: a demanda por uma mídia com uma abordagem mais abrangente sobre o mundo da bicicleta. Esse é o nosso objetivo. Estamos cientes do desafio que isso representa, mas é isso que tencionamos com a REVISTA BICICLETA.”


[...]


Para acessar o site da revista Clique aqui

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um seminário chapa branca...


Foi assim que um palestrante definiu o Seminário sobre Trânsito e Transporte – Trans 2010-2020, organizado pela Prefeitura de Maceió e que tinha como subtítulo a frase “Maceió na busca de soluções”. Muito pouco se ouviu o público e nada se tirou como proposta para a melhoria do transporte e trânsito da próxima década.

O público presente estava dividido entre gestores públicos e líderes comunitários. Houve grande queixa por parte dos líderes comunitários sobre a forma pouco participativa como fora conduzido o seminário. Segundo os organizadores do evento, as manifestações da plateia só poderiam ser feitas por escrito, o que, segundo os líderes comunitários, tornou o debate muito mais expositivo e muito menos participativo.

Os paineis foram basicamente divididos entre exposições dos gestores municipais e de convidados externos. Algumas apresentações críticas, como a do Prof. Sávio Almeida e do Secretário de Meio Ambiente Ricardo Ramalho, ou o resgate histórico trazido pelo ex-prefeito de Maceió, João Sampaio, e pelo Eng. Civil Vinícius Maia Nobre estimularam a reflexão do público.

Porém, as apresentações dos gestores municipais, que trouxeram “prontas” as soluções para a mobilidade urbana da próxima década, foram lamentáveis. As “cabeças pensantes” da Prefeitura de Maceió parecem ter parado no tempo. Nada de novo foi apresentado. Continuam reproduzindo o modelo rodoviarista que teve início, no Brasil, a partir do Governo JK, na década de 1950.

As soluções apresentadas pela Prefeitura resumem-se em: construção de viadutos, alargamento e mudança no sentido de vias e abertura de novas vias. Analisemos cada uma delas:

1) Construção de viadutos – Foram apresentadas as propostas de construção de dois viadutos: um no bairro da Cambona e outro no acesso ao conjunto Benedito Bentes. Será que a Prefeitura de Maceió continua acreditando que os viadutos resolverão os congestionamentos de automóveis da cidade? Não. Eles sabem que a única função do viaduto é transferir o congestionamento de um ponto para outro mais adiante. E por que continuam construindo mesmo assim? Primeiro, porque precisam honrar com os acordos feitos com as empreiteiras. É preciso fazer obra! As empreiteiras precisam ter retorno do dinheiro que investiram no financiamento das campanhas eleitorais. Além do mais, o povo brasileiro ainda tem a ideia de que, “se não há obra, não há progresso”.

viadutos propostos pela Prefeitura como solução para os congestionamentos

2) Mudança no sentido de vias – Foram apresentadas as mudanças de sentido que serão feitas em algumas vias do bairro do Poço, com a intenção, segundo a SMTT, de melhorar o fluxo de automóveis naquela região. Ruas que têm sentido duplo passarão a ter sentido único, outras terão o sentido invertido e, o pior de tudo: ruas estritamente residenciais passarão a receber um grande fluxo de automóveis, acabando com a tranquilidade dos moradores e com o lazer das crianças. Essas ruas foram chamadas pelos expositores de “ruas ociosas”, já que atualmente, passam poucos carros por elas. Este assunto já foi mais bem tratado em outra postagem.


apresentação da proposta de mudanças no sentido de vias


3) Abertura de novas vias – Em duas exposições dos gestores municipais, foram apresentadas as novas vias que estão sendo construídas e as que se pretende construir futuramente. Dentre as futuras, está uma grande malha viária a ser construída na região norte do município. Nas imagens apresentadas, pôde-se ver que as vias estão sendo propostas em áreas completamente desabitadas, o que provocará a expansão da cidade naquela direção. Mesmo havendo muitos vazios na área urbana do município, a Prefeitura de Maceió propõe a expansão sobre a área rural, indo de encontro ao que preceitua o Estatuto da Cidade. Tal expansão é justificada pela Prefeitura como sendo uma ligação entre os bairros do Benedito Bentes e Jacarecica. Além da justificativa não ser plausível, sabemos que há muitos interesses por trás dessa proposta. Quem são os proprietários das fazendas onde passarão as novas vias e que serão extremamente beneficiados (com dinheiro público) pela imensa valorização de seus imóveis? Está sendo levado em consideração todo o custo da infraestrutura (água, luz, esgoto, transporte, etc) que terá que ser destinada a essa “nova cidade” que se pretende construir? Como já foi dito, toda essa infraestrutura será implantada pelas empreiteiras que financiaram as campanhas eleitorais. As empresas de ônibus também expandirão seus negócios, já que terão mais quilômetros para percorrer. Os gestores parecem não estar preocupados com isso. Quem deveria se preocupar com isso seríamos nós. Afinal, o nosso dinheiro (dos impostos) é que será desperdiçado na expansão horizontal da cidade. Mas ainda está no imaginário popular a ideia de que, quanto maior é a cidade, mais desenvolvida ela é. Com isso, todas essas ações têm respaldo político da população. Este assunto também já foi tratado em outra postagem.


malha viária proposta para a região norte do município



área desabitada onde serão construídas novas vias


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Alguns fatos curiosos:

* Durante a apresentação sobre a abertura de novas vias, um secretário municipal chegou a admitir que, com a construção dessas vias, a Prefeitura está apenas “enxugando gelo”. Também chegou a dizer (talvez com muita ingenuidade) que havia conversado com os proprietários das terras onde passarão as novas vias e fizera um acordo de não pagar pela desapropriação da faixa de domínio das rodovias, já que as terras seriam valorizadas. Ora, a valorização que as terras terão será infinitamente maior que o valor que seria pago atualmente pela desapropriação da faixa de domínio. Há um urbanista que diz que as duas atividades mais lucrativas no Brasil são o tráfico de drogas e o mercado imobiliário.

* Durante a apresentação da mudança do sentido das vias, o palestrante chegou a dizer que sabe que essas intervenções têm um prazo de validade, mas lembrou que “este seminário busca soluções para os próximos dez anos”. Ora, não há como planejar uma cidade para 10 anos. Podemos sim apontar ações a serem desenvolvidas nos próximos 10, 20, 30 anos... com o olhar em 50 e até 100 anos. A cidade que temos hoje não é fruto do ano 2000 para cá, mas de várias décadas de estímulo ao uso do automóvel como principal meio de transporte. Os frutos que estão sendo colhidos atualmente por Curitiba, Copenhague, dentre outras, são resultado de várias décadas de estímulo e prioridade a pedestres, ciclistas e ao transporte coletivo.

* Ao que nos parece, há uma falta de interação entre as diversas secretarias do município. Enquanto algumas secretarias (como a secretaria de infraestrutura e a SMTT) continuam estimulando o uso do automóvel, com obras e alterações viárias que facilitam seu deslocamento, outras secretarias (como a de planejamento e de meio ambiente) apontam como solução o estímulo ao uso do transporte coletivo e da bicicleta.

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Os líderes comunitários do Benedito Bentes tentaram fazer algumas reivindicações de melhorias do serviço de transporte coletivo daquele bairro, mas não tiveram atenção dos organizadores do evento. Quase nada se falou em bicicleta como alternativa de transporte, salvo pelo Sr. Douglas Apratto, que se disse encantado com a quantidade de ciclistas que observou em viagem recente à cidade de Grenoble, na França. A bicicleta também foi citada pelo Prof. Sávio Almeida e pela arquiteta Dione Laurindo, da secretaria de planejamento.

O seminário teve início com a ocupação de cerca de 80 % das cadeiras do auditório e terminou com pouco mais que 20 pessoas. Tal esvaziamento, a nosso ver, foi principalmente dos líderes comunitários, especialmente do Benedito Bentes, que, ao perceberem que o formato do seminário não era para ouvir a população, mas para apresentar soluções prontas, desistiram da participação.


esvaziamento do auditório no final do evento

Um fato extremamente desagradável aconteceu no final do evento, que estava previsto para encerrar às 18 h, com a assinatura da “Carta da Cidade de Maceió”. Inesperadamente, e sem qualquer aviso, algumas palestras do horário da tarde foram canceladas e outras foram transferidas para o horário da manhã, “esticando” até as 14h30. Algumas pessoas que saíram para almoçar e retornaram às 14h30 para o período da tarde se surpreenderam com o fim do seminário, sem qualquer menção à “Carta da Cidade de Maceió”.


tentativa de participação da população


Os poucos participantes que permaneceram até o final, saíram do seminário com uma grande interrogação: para que serviu esse seminário?